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A BOLSA E SUAS SURPRESAS


A bolsa de valores é cheia de surpresas.
Temos hoje aproximadamente 50 empresas de diversos setores com ações na bolsa de valores e a cada dia há inúmero "papeis" sendo negociados com diversos interessados nos investimentos e nos resultados.
O que percebo é que o investidor deve ter muitas informações sobre o mercado e os acontecimentos recentes, além de saber dos planejamentos dos presidentes e diretores de cada empresa e o que poderia acontecer com todos os setores - ou seja - ficar atenado é questão de "vida ou morte".
Com a globalização, os acontecimentos em qualquer lugar do mundo podem afetar bolsas em outros lugares que não tinham nada com aqueles acontecimentos.
Além de investir certo, o investidor ainda tem que pagar a intermediação pela corretagem e emolumentos pelo valor aplicado e resgatado.
Tem também a figura do especulador que arrisca bem mais que o investidor e que pode ganhar ou perder muito - porém, o especulador geralmente faz um estudo muito criterioso sobre as ações que pretende investir.
Menos de 1% dos brasileiros tem ações na bolsa, isso mostra que há poucas informações e interesse da população, porém esse número tende a crescer a níveis bem mais próximos dos EUA e América nos próximos anos.
Aqueles que tem interesse em conhecer um pouco mais sobre a bolsa, há um site muito bom sobre o assunto que possibilita simulação diária com valores virtuais e com características iguais a um investimento normal, com ganhos e perdas diárias, ranking mensal e anual e outras informações interessantes. O site é www.folhainvest.com.br - é necessário o cadastro (sem custos).


Odair Rocha (Família Rocha)

GIGANTE A CAMINHO


Fusão entre Sadia e Perdigão cria gigante e já mexe com mercado.
Fonte: DCI

A semana começa com a expectativa da fusão entre Sadia e Perdigão. Na semana passada, as ações das duas empresas tiveram comportamentos opostos na Bolsa de Valores de São Paulo. Nos últimos sete dias, as ações da Perdigão ON acumularam alta de 8,20%. Já os papéis da Sadia, registraram retração de 3,70% nos últimos sete dias. O Ibovespa - principal indicador da bolsa paulista - 2,10% em sete dias.

Apenas detalhes sobre a participação acionária dos grupos impediram a concretização do negócio na semana passada. Os acertos estavam previstos para o fim de semana, mas não foram concluídos até o fechamento desta edição. As empresas, inclusive, já traçaram a estratégia de marketing para difundir a nova marca, Brasil Foods.

Na sexta-feira, as empresas realizaram conferência sobre seus resultados trimestrais. A Sadia registrou perdas da ordem de R$ 239,1 milhões, similar ao da Perdigão que terminou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 226 milhões.

O balanço da Sadia no primeiro trimestre de 2009 foi impactado por gastos administrativos e paradas técnicas nas fábricas. O lucro bruto, que somou R$ 386,2 milhões no período, corresponde a uma queda de 28,2%. "Foi um período atípico, mas esperamos melhora nos próximos trimestres", disse Welson Teixeira Júnior, diretor de Relações com Investidores. Os gastos da companhia também foram influenciados pela alta de 19,3% nos custos de milho e soja. Os estoques desses insumos haviam sido comprados em julho, quando os preços estavam elevados. Mesmo apresentando números preocupantes, Teixeira afirmou aos acionistas que a companhia já vê recuperação da demanda externa neste segundo trimestre. "Identificamos recuperação em diversos mercados, como no Oriente Médio e na Europa, que vive um momento sazonal positivo, em razão do período de férias".

A Perdigão também prevê uma retomada das exportações nos próximos meses. Segundo, Leonardo Saboya, diretor financeiro e de Relações com Investidores, os preços e volumes começaram a reagir já em fevereiro e março. A companhia encerrou o trimestre com uma dívida líquida de R$ 3,6 bilhões.

Seara.
A Seara Alimentos, braço de carnes da norte-americana Cargill no Brasil, voltou a encerrar um exercício no vermelho. A empresa registrou prejuízo de R$ 72,5 milhões em 2008, 55,6% maior que em 2007. A receita líquida da Seara, porém, alcançou R$ 2,9 bilhões no ano passado, aumento de 38%.

odair Rocha (Família Rocha)